Fabrica de sonhosNinho Teus braços me acolheram E recolheram meus abraços Em teu útero fiz meu templo E o tempo fez-lhe o único És a divina colher que me sustenta Mas fora sujeita a divina colheita Nosso coro transformou-se em solo E do solo formou-se frágil coral Oh! Lápide! Abrace-me! És a única capaz de decifrar-me; Compreende a agonia que torna árida esta terra E o vazio que transborda estas margens! Seja intermédio entre meu corpo e meu santuário, Reúna o que nunca pode estar separado. Traga-me um copo! Entorpece-me! Envenene-me! Faça o que for necessário para que o mundo grite calado. traga-me o silencio... O eterno silencio Não quero mais ouvir os carros, os choros infantis nem o sangue nos pulsos Quero a surdez da plenitude, A sinfonia pianíssima, que sempre toca, Quando afinamos com o som do universo.
Rodrigo Moreira Pinto
Escrito por Equipe FLoX às 07:36 [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
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